cover
Tocando Agora:

Bloco feminista Vaca Profana retorna às ladeiras de Olinda após dois anos e homenageia mulheres trans

Bloco feminista Vaca Profana homenageia mulheres trans Após dois anos de pausa, o bloco feminista Vaca Profana voltou a ocupar as ladeiras de Olinda, nesta seg...

Bloco feminista Vaca Profana retorna às ladeiras de Olinda após dois anos e homenageia mulheres trans
Bloco feminista Vaca Profana retorna às ladeiras de Olinda após dois anos e homenageia mulheres trans (Foto: Reprodução)

Bloco feminista Vaca Profana homenageia mulheres trans Após dois anos de pausa, o bloco feminista Vaca Profana voltou a ocupar as ladeiras de Olinda, nesta segunda-feira (16). Neste ano, que celebra 11 anos de fundação da alegoria, as mulheres trans são as homenageadas, para reforçar a união de todas as mulheres. A concentração foi no Fortim, na Cidade Alta. Neste ano, um grupo de 30 musicistas mulheres foi comandado pela maestrina Lourdinha. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A influenciadora digital e produtora cultural Dandara Pagu, que criou o bloco com nome de música de Gal Costa, explicou que o bloco não desfilou em 2025, mas que a pausa foi necessária. "No ano retrasado teve um incidente com as radfem [feministas radicais] que queriam impedir a presença de mulheres trans. Então, achei que a gente devia dar uma parada, repensar e voltar neste ano. Estamos homenageando as pessoas trans na nossa camiseta e dentro do cortejo, de modo geral, para entender que o bloco é plural", destacou. Bloco feminista Vaca Profana no carnaval de Olinda Luan Amaral/g1 Para Dandara, o retorno do bloco reforça a união feminista. Na agremiação, as mulheres aproveitam para, sentindo-se mais seguras, desfilar com os seios à mostra. "O bloco nasce porque sofri violência policial por estar com os seios à mostra no meio do carnaval. Então, não tem motivo de eu estar lutando contra violência contra o meu povo e ser violenta com outro povo. Eu acho que é massa por isso: unir. [...] Na escola de samba, se for ali, aquele tipo de corpo, pode [expor]. O meu, enquanto uma pessoa livre, não pode?", disse. Pela primeira vez no bloco, a professora e pesquisadora Emanuella Maria, de 40 anos, contou que há dois anos espera para acompanhar o desfile. "O que me incentivou, primeiramente, foi a história dela [Dandara], que foi uma coisa muito forte e me tocou bastante. Me senti no lugar, sobre o direito do nosso corpo e tudo o que envolve essa questão feminina", disse. Professora e pesquisadora Emanuella Maria no bloco Vaca Profana, em Olinda Alice Albuquerque/g1 Emanuella contou, também, que, por se tratar de um bloco feminista, as folionas se sentem mais confortáveis e em segurança. "Nunca vim, mas é o que todo mundo fala, que tem um cordão. E um dos motivos para essa pausa do bloco foi justamente para poder ter mais condições estruturais e ofertar mais segurança para as mulheres envolvidas que queiram participar. Não é só mostrar os seios, é uma bandeira", afirmou Emanuella. Antes da saída do bloco, a fundadora se emocionou e fez um discurso em que reforçou que o bloco existe para que a pluralidade da mulher seja exaltada num espaço seguro. Marta Arthem (à esquerda) foi com amigos para o bloco Vaca Profana Luan Amaral/g1 Quem também exaltou a importância de um lugar segura para as mulheres brincarem foi Marta Arthem, que já participou do Vaca Profana em três anos anteriores. Ela contou que sentiu falta do bloco no ano passado. “É um bloco que a gente consegue ser mais livre, não é nem questão de colocar o peito para fora, mas sentir-se segura no carnaval o suficiente para isso. Não teve ano passado, mas quando tem, eu venho”, afirmou. Ana Gabriela (à esquerda) é de Natal e foi curtir o carnaval no Vaca Profana Luan Amaral/g1 A turista Ana Gabriela, que é de Natal, já havia brincado o carnaval em Olinda, mas só neste ano conheceu o Vaca Profana, graças a uma amiga. “Soube por uma amiga que, ironicamente, não encontrei. O nome do bloco me chamou atenção, porque sou fã da Gal Costa, mas, pesquisando na internet, vi que era um bloco feminista. Gostei mais ainda e vim conferir. [...] É maravilhoso o clima. A gente se sente à vontade e feliz”, declarou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Fale Conosco